Facção de roupas: diferença entre confecção e facção?

Você sabe o que é facção de roupas? Na indústria da moda existem vários termos desconhecidos que podem deixar as pessoas confusas, principalmente quando estão no começo da carreira, esse é o caso por exemplo de facção e confecção.

Além de serem parecidos verbalmente, a dúvida pode surgir devido às suas atividades também. Inclusive, muitos empresários do ramo hesitam entre os dois modelos, devido às vantagens e desvantagens de ambos.

Se você faz parte de algum desses dois grupos, continue lendo esse post para entender de uma vez por todas a diferença. Inclusive as vantagens e desvantagens entre confecção e facção de roupas.

O que é confecção?

De forma simplificada, uma confecção de roupas é uma empresa que transforma diferentes matérias-primas, como tecidos (algodão, linho, viscose), linhas e botões no produto final. Como: camisas, calças, casacos e tudo o que pode envolver roupas, por meio de uma produção em série.

Nela trabalham costureiras, designers, cortadores e estilistas, que são responsáveis por criar, fabricar e vender seus produtos, seja em uma loja própria, de amigos, parceiros ou como fornecedores.

Inclusive, existem dois modelos de confecção que podem ser seguidos: encomenda ou criação própria. No primeiro caso, é necessário aguardar os clientes, que solicitam o pedido, fornecem o modelo da peça e estipulam o prazo desejado.

Geralmente os compradores são empresas, lojas e terceirizados, que podem solicitar diversos tipos de roupas, sendo um deles o uniforme. Já na criação própria, a empresa se torna uma marca, criando suas próprias peças e direcionando a venda às boutiques, por exemplo.

Esse modelo é o mais lucrativo e atrai muitos empreendedores. Contudo, não é fácil como a maioria pensa. Visto que é preciso criar uma marca do zero, ter um estilo próprio, estudar tendências, pesquisar o mercado e principalmente criar um planejamento estratégico. Sem isso, é muito difícil a empresa ter sucesso.

Facção de roupas: o que é?

Já a facção é uma empresa no ramo da moda que irá terceirizar um processo para a confecção. Ficou confuso? Calma!

É de conhecimento geral que o processo de fabricação de roupas é extenso e trabalhoso, envolvendo muitos passos, como criação, modelagem, corte, montagem e por fim o acabamento.

Sendo assim, muitas empresas preferem terceirizar uma parte do processo total. Geralmente, elas criam o modelo da peça e solicitam sua produção para as facções.

A empresa envia o pedido com o modelo pronto e estipula o prazo, e após a entrega. A confecção é responsável por analisar as peças, conferir o padrão e a qualidade das mesmas, sendo que se estiver como solicitado, já é possível comercializá-las.

No entanto, se engana quem pensa que a facção terceiriza apenas a produção. Ela pode criar a peça piloto, o estilo da peça, modelagem, corte, costura, estampa, bordado, tecelagem dos fios, tingimento… Ou seja, praticamente todos os processos da confecção podem ser terceirizados.

Ultiliza-se esse modelo em produções em maior escala, visto que para produzir poucas peças o custo da logística não compensa. Além disso, se tem maior controle no processo total. Assim como empresas que não possuem especialistas em todas as áreas, pode contratar a facção para isso.

Facção de roupas: diferença entre confecção e facção

Resumindo, enquanto a confecção pode possuir modelos para criar, produzir e vender, ou somente produzir sob encomenda, a facção é aquela que irá realizar apenas uma parte do processo solicitado por uma confecção (para indústria ou comércio). Seja o acabamento, bordado, corte, modelagem, entre outros citados anteriormente.

Facção de roupas: dicas extras

É muito importante que o empresário tenha profundo conhecimento sobre as necessidades de sua produção e a capacidade da mesma. Visto que só assim irá saber se existe a necessidade ou não de realizar a contratação de uma facção.

Além disso, é imprescindível saber qual o custo do produto para ser fabricado interna ou externamente. Para então realizar um pagamento justo à facção, não sendo nem muito alto nem muito baixo. Ao decidir realizar a produção externa, é necessário também incluir no cálculo os custos de logística, supervisor externo, entre outros.

Deve-se levar em conta o número de peças por modelo. Ou seja, quanto maior esse número, maior será o interesse para a fabricação interna. Na fabricação externa devem ser modelos com menores quantidades, visto que na produção o momento crítico é aquele em que ocorre a troca do modelo. Portanto, quanto menor o número do mesmo molde, menor será a eficiência da produção.

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Conclusão

É fundamental entender que mesmo a facção sendo uma parceira de confiança, é muito importante realizar o acompanhamento contínuo da qualidade, prazos de entrega e padronização.

Isso porque, a confecção é a responsável pelas peças. Por isso, responsabiliza-se pelo prejuízo ou desgosto por parte do cliente. Independe-se da produção: externamente ou não.

Por fim, não se pode afirmar quais empresas devem ou não contratar uma facção. Visto que cada uma possui suas particularidades e necessidades, sendo ela mesma a responsável pode realizar estudos referentes ao custo-benefício de se produzir internamente ou escolher as facções.