Os 10 Arranha-Céus Mais Altos do Mundo
O Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), organização sem fins lucrativos com sede em Chicago, divulgou a lista dos dez edifícios mais altos do mundo. A entidade, que desde 1996 define os critérios para medir a altura de arranha-céus, passou a se chamar Council on Vertical Urbanism em outubro de 2025.
As regras estabelecidas pelo conselho determinam que a altura é medida da entrada principal de pedestres até o topo arquitetônico. Para ser classificado como edifício, e não como torre, pelo menos 50% da altura deve ser ocupável. Isso exclui, por exemplo, a Tokyo Skytree, que com 634 metros seria a terceira da lista, mas é uma torre de telecomunicações. Além disso, o edifício precisa estar completo e aberto ao público para entrar no ranking.
Um efeito conhecido desses critérios é a “altura de vaidade”, a porção do edifício sem função prática que serve apenas para melhorar sua posição na lista. O Burj Khalifa, por exemplo, tem 244 metros dessa porção, quase um terço de sua altura total.
Burj Khalifa, em Dubai, lidera a lista com 828 metros desde janeiro de 2010, a mais longa liderança desde o Empire State Building. Projetado por Adrian Smith para a SOM, o edifício é sustentado por um núcleo de concreto que percorre toda a estrutura. O nome original seria Burj Dubai, mas foi alterado em homenagem ao governante de Abu Dhabi, que financiou a obra durante a crise financeira.
O Merdeka 118, em Kuala Lumpur, aparece em segundo lugar com 679 metros. O nome significa “independência” e as 118 andares estão referidas no nome. Projetado pela Fender Katsalidis, o edifício tem fachada facetada que reflete a luz de diferentes maneiras conforme a hora do dia, e tirou o recorde malaio das Petronas Towers, que fica a poucas centenas de metros.
O Shanghai Tower, na China, ocupa a terceira posição com 632 metros. A torção de 120 graus ao longo de toda a altura reduz a carga do vento na estrutura em cerca de um quarto. A Gensler envolveu a torre em uma fachada de vidro dupla, com 270 turbinas eólicas alojadas na cavidade entre as duas fachadas.
Na quarta posição está a Makkah Royal Clock Tower, em Meca, com 601 metros. Projetada pela libanesa Dar Al-Handasah, faz parte do complexo Abraj Al-Bait, construído ao lado da Grande Mesquita. O relógio é visível a mais de 25 quilômetros de distância, e o complexo acomoda peregrinos do Hajj, sendo o arranha-céu mais alto já construído para fins religiosos.
O Ping An Finance Center, em Shenzhen, tem 599 metros e é o quinto colocado. As colunas de canto afunilam conforme sobem, e o revestimento de aço inoxidável, com 1.700 toneladas, foi projetado para resistir à umidade subtropical da cidade. Projetado pela Kohn Pedersen Fox, é o edifício da lista dedicado inteiramente a escritórios.
O Lotte World Tower, em Seul, tem 555 metros e foi desenhado pela mesma firma do Ping An Tower, sendo concluído no mesmo ano. Sua silhueta afunilada se inspira na cerâmica coreana tradicional. O observatório Seoul Sky, com piso de vidro, fica no 118º andar. O edifício abriga hotel, unidades residenciais, escritórios e comércio.
O One World Trade Center, em Nova York, tem 541 metros, que equivalem a 1.776 pés, o ano da Declaração de Independência dos EUA. Projetado pela SOM, fica no local das Torres Gêmeas e é o único edifício americano entre os dez primeiros, e o único de todo o hemisfério ocidental.
Em oitavo lugar, empatados com 530 metros, estão o Guangzhou CTF Finance Centre e o Tianjin CTF Finance Centre, ambos na China. O primeiro tem 111 andares com hotel, unidades residenciais e escritórios, e fica no distrito financeiro de Zhujiang New Town. O segundo, projetado pela SOM com estrutura curva para reduzir a formação de vórtices, é o edifício mais alto do mundo com menos de 100 andares.
Fechando a lista, o CITIC Tower, em Pequim, tem 528 metros. A firma britânica TFP Farrells modelou a torre inspirada no zun, um vaso ritual chinês, largo na base, estreito no meio e largo novamente no topo. É o edifício mais alto de Pequim e o único dos dez dedicado inteiramente a escritórios.
Os dois edifícios que deveriam ultrapassar o Burj Khalifa enfrentam obras intermitentes: a Jeddah Tower, com 1.008 metros, paralisada em 2017 e retomada em 2023, e a Dubai Creek Tower, que sofreu várias interrupções. O quilômetro de altura segue sendo o objetivo que a arquitetura persegue há um século, ainda não alcançado.