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Cozinha simples e bonita: as cinco escolhas que fazem diferença

Cozinha simples e bonita não depende de marcenaria cara: depende de bancada limpa, armário até o teto, luz na hora certa, uma cor só e o vidro no lugar do que pesa.

Por · · 7 min de leitura
cozinha simples e bonita

cozinha simples e bonita

A cozinha das fotos tem marcenaria de dez mil reais, bancada de quartzo e um pendente italiano; a cozinha de casa tem armário de fórmica, azulejo branco de vinte anos e um fogão de quatro bocas. A boa notícia é que o que faz a primeira parecer bonita não é o preço. É a bancada sem nada em cima, o armário que sobe até a laje, a luz que sai do lugar certo, uma cor só e nada pesado na altura do rosto. Uma cozinha simples e bonita se monta com essas cinco escolhas, em qualquer orçamento, e este texto mostra cada uma, o que ela custa e em que ordem fazer para não gastar duas vezes.

Aqui estão as cinco escolhas e o que cada uma muda, o papel do vidro na cozinha pequena e a tabela do que pesa e do que ilumina. Entram bancada, armário, prateleira, luz e cor, a ordem para fazer, as faixas de preço e as dúvidas mais comuns.

Cozinha simples e bonita: as cinco escolhas

A primeira é a bancada livre: só o que se usa todo dia fica em cima, e o resto vai para dentro do armário. Vem depois o armário aéreo que sobe até a laje, apagando a faixa de poeira e de tralha entre o móvel e o teto. A terceira é a luz sob o armário, sobre a pedra, no lugar da lâmpada central que joga a sombra do cozinheiro na tábua de corte. Uma cor só, ou duas no máximo, em armário, parede e azulejo, é a quarta. Por fim, trocar o que pesa na altura do rosto, porta fechada de MDF escuro e prateleira cheia, por vidro ou por nada.

Nenhuma das cinco exige quebrar parede, e as três primeiras cabem em um fim de semana. Quem mora de aluguel faz as três sem pedir nada ao proprietário e leva o LED na mudança. As duas últimas valem para imóvel próprio ou para contrato longo, porque vidro sob medida não se leva.

O vidro no lugar do que pesa

Folha de vidro no armário superior, incolor ou jateada, tira o peso do bloco de MDF diante dos olhos e deixa ver a louça arrumada; jateada, esconde a bagunça e mantém a leveza. Prateleira em temperado de oito milímetros, substituindo a de madeira, some na parede e não escurece o azulejo. Tampo transparente na mesa pequena da copa protege a madeira e reflete a luz. Janela maior, ou a mesma janela com vidro incolor no lugar do canelado antigo, é a mudança que mais clareia a cozinha de casa antiga. Tela mosquiteira em quadro removível mantém a janela aberta sem mosca dentro, e sai na hora de limpar.

No interior do Paraná, onde a casa de madeira e a cozinha de fundos ainda são comuns, a troca do canelado por incolor e a folha envidraçada no armário aparecem nos orçamentos com mais frequência do que a marcenaria nova. Uma lista de vidraçarias da região de Laranjeiras do Sul, com endereço e telefone, ajuda a pedir o valor do vidro sob medida em duas ou três antes de fechar.

Comparativo entre o que pesa e o que ilumina

Trocas que mudam a cozinha sem obra
ItemPesaIlumina
Armário superiorPorta escura fechadaFolha envidraçada ou cor clara
PrateleiraMadeira cheia de poteVidro com três itens
BancadaEletrodoméstico à vistaLivre, com fita de LED
JanelaCanelado, cortina grossaIncolor, persiana leve
CorTrês cores e estampaUma cor, azulejo igual

Bancada e o que fica em cima

A regra é uma: o que não entra na rotina diária sai da vista. Cafeteira, uma tábua, um pote de utensílios e a garrafa de azeite; o resto, inclusive o micro-ondas, vai para dentro ou para um nicho. Granito antigo fica novo com polimento, e a fórmica velha se cobre com adesivo de qualidade por um ano ou com tampo de porcelanato por dez.

Torneira alta, que permite encher a panela, e uma cuba grande de inox no lugar de duas pequenas mudam o uso mais do que a pedra. Rejunte entre a pedra e o azulejo, refeito e claro, é o detalhe que mais gente esquece e o que mais aparece na foto. Uma planta de tempero na janela e um pano de prato de cor lisa fecham a bancada sem custo.

Armário, prateleira e luz

Aéreo que para a quarenta centímetros do teto acumula tralha e poeira; a saída barata é um tampo de MDF fechando o vão, na mesma cor, sem trocar o móvel. Puxador novo, ou puxador nenhum com abertura por toque, renova a fórmica por pouco, e o mesmo modelo em todas as portas é o que dá a cara de planejado. Prateleira aberta funciona com três itens e falha com trinta; vidro em vez de madeira mantém a parede clara.

A luz por baixo do aéreo, LED de três mil kelvins em perfil de alumínio, é a mudança de maior efeito por real gasto: tira a sombra da pedra e faz a cozinha parecer de revista à noite. Fonte de doze volts escondida dentro do aéreo, e o interruptor junto do da luz central.

Luz central branca e forte fica para a limpeza; para cozinhar e para comer, a de baixo do aéreo e uma luminária pendurada na copa bastam.

Em que ordem fazer

  1. Esvaziar a bancada e guardar o que não se usa todo dia.
  2. Pintar ou adesivar armário e parede numa cor só e refazer o rejunte.
  3. Instalar o LED sob o aéreo e fechar o vão de cima.
  4. Trocar a folha escura do aéreo e a prateleira de madeira por vidro.
  5. Trocar o canelado da janela por incolor ou ampliar o vão, se o orçamento permitir.

Os três primeiros passos custam pouco e resolvem a foto; os dois últimos pedem vidraceiro medindo o vão e valor fechado antes.

Quanto custa cada escolha

Tinta para fórmica e parede, com material, fica entre R$ 300 e R$ 800. LED com perfil e fonte, para três metros de pedra, de R$ 150 a R$ 400 instalado. Fechamento do vão em MDF, entre R$ 300 e R$ 700. Folha jateada para o aéreo, de R$ 120 a R$ 250 cada, instalada; prateleira em temperado de oitenta centímetros, entre R$ 90 e R$ 180 com suporte.

Troca do vidro da janela de um metro por um metro, canelado por incolor, de R$ 150 a R$ 350. Polimento de granito, entre R$ 250 e R$ 600. Para vidro e pedra, o valor fechado por escrito, com o vão medido, é o que vale.

Perguntas frequentes sobre a cozinha simples

Cozinha simples e bonita precisa de armário planejado?

Não. Fórmica pintada numa cor só, com o vão superior fechado e puxador novo igual em todas as portas, faz o papel na foto e no uso.

Folha envidraçada no armário mostra a bagunça?

O jateado esconde e mantém a leveza; o incolor exige louça arrumada. Nos dois casos, o bloco escuro diante dos olhos some.

Qual luz para a cozinha?

LED de três mil kelvins sob o aéreo, e uma luminária pendurada na copa. A central fica para a limpeza.

O que deixar na bancada?

Só o de uso diário: cafeteira, tábua, utensílios e azeite. Micro-ondas e o resto vão para nicho ou armário, e a bancada respira.

Vale trocar o vidro canelado da janela?

É a troca que mais clareia cozinha antiga, e custa pouco: de cento e cinquenta a trezentos e cinquenta reais para uma janela de um metro por um metro.

Quanto custa o básico?

Entre R$ 800 e R$ 2.000 com tinta, LED, fechamento do vão e rejunte; vidro em folha e prateleira entra à parte.

Resumo

Cozinha simples e bonita se faz com bancada livre, aéreo fechado até o teto, luz por baixo dele, uma cor só e vidro onde havia peso na altura do rosto. Folha jateada, prateleira transparente e janela incolor tiram o peso e clareiam sem obra. A ordem é esvaziar, pintar, iluminar, trocar por vidro e, por último, a janela, com medida no local e orçamento por escrito para o que é sob medida.

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